E começou num domingo

Ontem, domingo, dia 15 de outubro foi o pior dia para os portugueses. Não só para aqueles que viram familiares e amigos morrerem, que viram as suas casas arder, que viram os seus locais de trabalho, de rendimento ficar em cinzas, mas todos nós, portugueses.

Ontem quando vi as notícias à noite fiquei incrédula, não acreditava no que se estava novamente a passar.

Hoje fiquei triste, muito triste, chorei ao ver as imagens que circulavam. Mas agora estou zangada, muito zangada.

Como portuguesa, sinto que ontem foi um dia triste, um dia triste para todos nós.

Um dia que tem que ser justificado, não chega a desculpa do calor, a desculpa das queimadas, a desculpa que a fase charlie já passou. Nem eu nem nenhum português acredita nesta “justificação”.

Os erros repetiram-se, nada se aprendeu com a tragédia de Pedrogão Grande, com a morte injustificada de tantas pessoas.

Ontem voltaram a morrer pessoas de uma forma injustificada.

Já chega, basta de conversas politicamente bem pensadas e estruturadas. Neste momento precisamos de ação, precisamos de apreender com os erros do passado – erros não admitidos – para que nos próximos anos não se repita.

Chega de desculpas, chega de hipocrisia.

Hoje estive triste, mas agora estou zangada, muito zangada.

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