Cão e gato, gato e cão

Hoje escrevo sobre a bicharada cá de casa. Temos um gato que faz 15 anos em fevereiro e um cão que faz 1 ano em dezembro.

Um gato sem raça, mas arraçado de siamês e um cão labrador.

Eu tive um gato em pequena e depois só piriquitos e peixes, mas não vou falar dos meus ex animais de estimação.

Tenho percebido que existem as “pessoas de gatos” e as “pessoas de cães”, ou seja, quem adora gatos e não liga tanto aos cães e quem adora cães e não liga nada a gatos (são mais este tipo de pessoas que tenho encontrado).

Deixo aqui a minha opinião, como base na minha experiência gatil e experiência canil.

Os esfíncteres

  •  o gato não precisa de ser ensinado onde deve fazer as suas necessidades, sabe instintivamente que faz na terra e tapa, em casa não havendo terra, usamos caixas com areia própria para o efeito. O meu também usa um vaso de terra que está na varanda para fazer, mas só xixi.
  • o cão, leva meses a ser ensinado e continua a mijar fora do “penico”.

Higiene

  • o gato lava-se sozinho e nunca cheira mal ou tem o pêlo feio, larga pouco pêlo pela casa porque o vomita de tanto se lavar… são uns vaidosos.
  • o cão tem que tomar banho, com o esquadrão classe A de apoio para que não fuja pela casa a pingar água e a sacudir-se.

Alimentação

  • gato come quando tem fome e quando não tem comida na tijela vem ter com a dona e mia, avisando que algo está em falta.
  • o cão come este mundo e o outro (ou não fosse um labrador). E por isso tem que ter a comida com a quantidade certa por dia, a hora certa.

Pedir comer

  • o gato só pede (mia) quando a tijela da ração está vazia ou quando lhe cheira a camarão.
  • o cão senta-se junto à mesa quando estamos a comer e começa a babar-se. Temos duas opções, ou lhe damos algo ou limpamos a baba, caso contrário fico com uma poça no chão.

Dormir

  • o gato nunca ligou à sua cama, optando por dormir em cima de cadeiras ou aos pés da nossa cama.
  • o cão, nunca ligou à sua cama, quer dizer… ligou quando a desfez e transformou a minha cozinha em algo semelhante ao pico de uma Serra. Optou por dormir a um canto na mesma divisão onde nós estamos, ou seja, se estamos a ver televisão, está a um canto da sala, se estamos a dormir está a um canto do nosso quarto.

Companhia

  • o gato vinha tranquilamente até à porta para nos receber, antes do cão chegar cá a casa, agora nem se dá a esse trabalho.
  • o cão, quase destrói a casa quando chegamos (caso ainda não a tenha destruído).

Festas

  • o gato deita-se ao nosso colo ou junto a nós à espera de festas e retribui com um tranquilo ronronar.
  • o cão não para quieto para receber festas e ainda ganhamos uns hematomas de cada vez que nos acerta com a causa nas pernas.

As crianças

  • o gato não lhes liga muito, passa por elas a brincar e segue a sua vida.
  • o cão invade a brincadeira, destrói tudo por onde passa. Vai buscar os seus brinquedos para brincarem com ele. Os quatro gostam de brincar às escondidas, elas mandam a bola, ele vai apanhar e elas escondem-se e ele não desiste e acaba sempre por encontrá-las.

Passeios

  • o gato adora ir à rua, mas actualmente não sai de casa. Na nossa anterior casa, o gato tinha acesso ao telhado e passava o tempo lá, passeando e caçando os pássaros e lagartixas que por lá passavam (como sei? porque os trazia para casa).
  • o cão adora ir à rua e levar-nos de arrasto.

Responder aos donos

  • o gato reconhece o seu nome e olha para nós mas está na dele e é-lhe indiferente o que estamos a dizer.
  • o cão, reconhece e responde ao nome e as ordens que lhe damos.

As férias ou fins de semana

  • o gato aguenta uma semana sozinho, com comida, muita água e areia limpa.
  • o cão tem que ir connosco ou arranjar alguém que fique com ele.

Destruir ou estragar

  • o gato só afia as unhas no sofá ou num tapete de rua (que se encontra dentro de casa, porque o sofá é giro como está e não com linhas penduradas).
  • o cão cada vez que fica sozinho gosta de provar uma cadeira com sabor a chocolate ou um móvel de sabor a baunilha ou o balde da esfregona com sabor a caramelo ou ainda tudo o que conseguir apanhar em cima da bancada da cozinha (ou não fosse ele um labrador com menos de 1 ano… tenho esperança que passe rápido 😫).

Em suma

  • o gato é independente, está na dele, come, dorme, passeia e não chateia.
  • o cão, 15 minutos longe de nós desenvolve sintomatologia de solidão devoradora e rói tudo o que vê. Precisa de nós para comer, para fazer as necessidades, para se lavar, para ser feliz.

Assumo que sou “pessoa de gato” gosto da postura e individualidade e independência dos gatos, mas já me apaixonei pelo tonto do cão Pepin e agora só me resta aturá-lo e mimá-lo.

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